Jornalista Registrado N°0001388/MA

Madeira sugere seis meses a mais para os atuais prefeitos e eleição só em 2021

Madeira sugere seis meses a mais para os atuais prefeitos e eleição só em 2021

O juiz federal aposentado e pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Solidariedade, Carlos Madeira, defende a suspensão das eleições municipais de 2020, devido à pandemia do coronavírus e sugere um ano mais para os atuais mandatários municipais. Segundo ele, a economia para os cofres públicos com o adiamento do pleito seria em torno de R$ 8,8 bilhões só com o Fundo Eleitoral para partidos políticos e custos da Justiça Eleitoral.

“Acho prudente a completa reformulação do calendário eleitoral, com a suspensão das eleições deste ano. Esse assunto somente poderá ser tratado por norma constitucional, mas uma Emenda à Constituição pode ser encaminhada ao Congresso para modificar a Constituição Federal e prorrogar os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores por 6 meses”, defendeu.

A sugestão do pré-candidato é que seja realizado no primeiro semestre de 2021. Além do adiamento das eleições, propõe que os recursos do Fundo Eleitoral – cerca de R$ 3,8 bilhões – sejam usados pelo Ministério da Saúde para o combate ao coronavirus.

“Sou favorável, também, à realocação dos recursos de fundo partidário para os órgãos de saúde do País. Neste momento dramático vivido pelo País, todos os esforços e recursos financeiros devem ser voltados para proteger a saúde das pessoas, sobretudo das pessoas mais pobres”, acrescentou.

Com uma vida financeira estabilizada após 35 anos de carreira na Magistratura Brasileira, o Juiz Federal aposentado a sensibilidade humana e social de Carlos Madeira, fala mais alto que qualquer interesse pessoal, revelando uma postura diferenciada dos demais
candidatos e políticos tradicionais.

Sobre essa proposta, Carlos Madeira justificativa:

“Segundo o Ministério da Saúde, o pico dessa tragédia ocorrerá em 20
semanas, ou seja, no mês de agosto ou no mês de setembro. Em seguida
teremos ainda, segundo as autoridades da saúde, um período de rescaldo,
que pode ser de muita dor; de luto em muitas famílias… Parece mais prudente rever o calendário eleitoral. Coloco esse tema
para reflexão de todos.

Alguns riscos existem, e ele enumera:

  • Queda violenta de arrecadação pode deixar o País sem recursos para enfrentar a pandemia do coronavirus;
  • A justiça eleitoral pode ficar sem recursos para custear as eleições – algo em
    torno de R$ 5 bilhões de reais;
  • A sociedade ficar sem representantes legítimos, pois somente os nomes já conhecidos estarão no cenário das disputas majoritárias e proporcionais; ocorrer um vácuo de poder, caso não haja a reformulação do calendário eleitoral agora.

 

Via maranhaohoje.com

Deixe uma resposta

Fechar Menu